Sonic Origami (Relato de Uma Busca Digna)

Origami Sonic é o nome de um disco do Uriah Heep lançado em 1999, também o nome de uma busca quando eu tinha 11 e 12 anos, uma busca pelo disco Sonic Origami do Uriah Heep, alimentado pela curiosidade em não conhecer trabalhos da banda recentes naquela época, pela surpresa em saber que a banda ainda existia e estava na ativa, pela resenha lançada na revista Planet Metal na qual se dizia que os velhinhos do Uriah Heep conseguem ser mais destruidores do que o Krisiun (mais destruidores do que o KRISIUN!), ter quinze reais para comprar o disco não bastava (sim, um cd do Uriah Heep custava comumente 10 reais, mas esse custaria 15 reais), precisava encontrá-lo e que lugar melhor se não a Galeria do Rock?

Pois então fui lá, revivendo a primeira vez em que havia ido lá, quando entrei na primeira loja e perguntei "tem cd do Uriah Heep?", naquele dia, naquele mesmo momento, saí daquela loja tendo gastado meus 10 reais no Return To Fantasy, um álbum lendário e com uma capa icônica, mas um dos meus desfavoritos (palavra sem reconhecimento gramático, mas existente nesse momento), olha que é um disco maravilhoso.

Dessa vez eu não buscava "qualquer disco do Uriah Heep que eu não conheça", situação que se repetiria em todas minhas outras idas à Galeria do Rock desde minha última (uns doze anos atrás).

Eu andei pelas lojas, quinto ao terceiro andar, sendo o quarto e terceiro especializados na venda de discos e cds, perguntando de loja em loja, "vocês tem o Sonic Origami, do Uriah Heep?", detalhes sobre a pronúncia:

  • Tem quem diga "Uraia Ripi" (Eu!)
  • Tem quem diga "Uria Ripi" (ignora esse)
  • O correto é "Iuraia Ripi" (informação valiosa)

Se você chegasse numa loja e perguntasse "você tem Uraia Ripi?", o vendedor diria "Uria Ripi?". Mas se você chegasse e perguntasse "você tem Uria Ripi?", o vendedor diria "Uraia Ripi".

E se o vendedor não tivesse o disco que você procurava, se fosse um que não fosse com o David Byron, logo começava o discurso: "Aaah! O David Byron foi o melhor, outros não valem a pena, etc, etc, etc...", basicamente um discurso de "desculpa, não tenho esse disco e não conheço, mas não vou admitir".

De qualquer forma, fui insistente, naquele dia comprei o Crusader, do Saxon (sugestão nada desinteressada do meu pai) e o Sonic Origami. Finalmente!

Realmente, destruidor, tanto quanto Krisiun (mas diferente), Bernie Shaw sentimental, não deixa a dever para o saudoso Byron (desculpem-me vendedores saudosistas).

Tá certo que a ordem das músicas estava trocada a partir da nona faixa, por muito tempo não sabia se o erro era do encarte ou do cd, dúvida que só o Spotify iria tirar. Mas não importa, meu cd é impagável e eu tenho uma lista com a ordem "errada" do cd nacional.

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